Um Reconhecimento Necessário
A ancestralidade está diretamente ligada aos antepassados, mas dentro da Wicca, refere-se aos antecessores de clã, que com o passar dos tempos somaram-se à egrégora da tradição. É por este motivo que se deve fazer uma apresentação formal do futuro iniciado à egrégora, para que seja reconhecido pela mesma, recebendo assim a proteção e a permissão para conhecer os antigos mistérios.
Não reconhecemos a auto-iniciação, assim como não aceitamos que pessoas que não tenham passado por um processo de iniciação formal, sejam considerados legítimos Sacerdotes ou Sacerdotisas da Velha Arte.
Não menosprezamos o conhecimento nem a espiritualidade de tais pessoas, tampouco lhes vetando a possibilidade de cultuarem os Deuses segundo a Arte, mas apenas questionando a facilidade de encontrarmos auto-iniciados que apenas tiveram como base poucos livros ou pesquisas feitas pela Internet. Na realidade, lhes falta a experiência e sabedoria acerca da bruxaria e de como empregar esses conhecimentos em suas vidas. Tendo em vista que tal processo ocorre através da transmissão verbal ou escrita de fatos ou de doutrinas que dizem respeito à Religião, não nos referindo apenas ao conhecimento passado ou adquirido, e sim a uma apresentação formal e legítima à uma egrégora, que se faz devido à ancestralidade que acompanha cada tradição religiosa e os mistérios que a envolvem.
Pode parecer estranho aceitar a afirmação de que há algo por trás de todo este processo de busca, mas é bem mais fácil se entendermos que o que chamamos hoje de "Despertar da Deusa" na realidade ocorreu ha muito tempo atrás, quando a teia matriz estava sendo formada. Neste momento, todas as energias se faziam presentes com suas funções bem definidas, tudo fazia parte de um Todo e havia o real sentido do que é ser holístico.
O que hoje motiva e direciona o ser humano à busca dessa plenitude, é a atração que sente devido a afinidade com um determinado grupo que chamamos de ancestrais. Não necessariamente aos antecedentes familiares e sim aos que participaram da mesma egrégora na formação da teia matriz, e que criaram um elo com as forças supra-temporais de conservação, àquilo que se encontra na fonte da existência. Portanto, não somos nós que escolhemos a qual panteão cultuar ou qual tradição seguir, mas é nossa própria ancestralidade que nos direciona ao reencontro, primeiramente a nível terreno, na busca por alguém que faça parte da mesma, e que possa transmitir os mistérios referentes à tradição. Assim, começa a preparação do neófito que futuramente será apresentado formalmente à egrégora.
Todo este processo se faz necessário para que haja uma re-conexão, um religare, com a Natureza de forma mais natural e o encontro com a verdadeira harmonia seja mais tranqüilo. O resgate ao Sagrado em nossas vidas é assegurado e há, finalmente, o retorno as nossas origens e ao Todo no qual fazemos parte.
Texto escrito pelo Sacerdote Og Sperle
Fonte: http://uniaowiccadobrasil.org.br/definindo-a-wicca/ancestralidade
O bruxo Og Sperle Foto: Roberto Moreyra - extra.globo.com
Não reconhecemos a auto-iniciação, assim como não aceitamos que pessoas que não tenham passado por um processo de iniciação formal, sejam considerados legítimos Sacerdotes ou Sacerdotisas da Velha Arte.
Não menosprezamos o conhecimento nem a espiritualidade de tais pessoas, tampouco lhes vetando a possibilidade de cultuarem os Deuses segundo a Arte, mas apenas questionando a facilidade de encontrarmos auto-iniciados que apenas tiveram como base poucos livros ou pesquisas feitas pela Internet. Na realidade, lhes falta a experiência e sabedoria acerca da bruxaria e de como empregar esses conhecimentos em suas vidas. Tendo em vista que tal processo ocorre através da transmissão verbal ou escrita de fatos ou de doutrinas que dizem respeito à Religião, não nos referindo apenas ao conhecimento passado ou adquirido, e sim a uma apresentação formal e legítima à uma egrégora, que se faz devido à ancestralidade que acompanha cada tradição religiosa e os mistérios que a envolvem.
Pode parecer estranho aceitar a afirmação de que há algo por trás de todo este processo de busca, mas é bem mais fácil se entendermos que o que chamamos hoje de "Despertar da Deusa" na realidade ocorreu ha muito tempo atrás, quando a teia matriz estava sendo formada. Neste momento, todas as energias se faziam presentes com suas funções bem definidas, tudo fazia parte de um Todo e havia o real sentido do que é ser holístico.
O que hoje motiva e direciona o ser humano à busca dessa plenitude, é a atração que sente devido a afinidade com um determinado grupo que chamamos de ancestrais. Não necessariamente aos antecedentes familiares e sim aos que participaram da mesma egrégora na formação da teia matriz, e que criaram um elo com as forças supra-temporais de conservação, àquilo que se encontra na fonte da existência. Portanto, não somos nós que escolhemos a qual panteão cultuar ou qual tradição seguir, mas é nossa própria ancestralidade que nos direciona ao reencontro, primeiramente a nível terreno, na busca por alguém que faça parte da mesma, e que possa transmitir os mistérios referentes à tradição. Assim, começa a preparação do neófito que futuramente será apresentado formalmente à egrégora.
Todo este processo se faz necessário para que haja uma re-conexão, um religare, com a Natureza de forma mais natural e o encontro com a verdadeira harmonia seja mais tranqüilo. O resgate ao Sagrado em nossas vidas é assegurado e há, finalmente, o retorno as nossas origens e ao Todo no qual fazemos parte.
Texto escrito pelo Sacerdote Og Sperle
Fonte: http://uniaowiccadobrasil.org.br/definindo-a-wicca/ancestralidade
O bruxo Og Sperle Foto: Roberto Moreyra - extra.globo.com
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